quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Cineasta Manoel de Oliveira refere: " A cidade tem vindo a perder cada vez mais as suas características"

Hoje, no seu dia de aniversário, o cineasta Manoel de Oliveira, fala sobre a Cidade do Porto e o Mercado do Bolhão, numa entrevista ao Jornal de Notícias:


Olhando para o seu percurso, vemos que não é um nostálgico, mas, ao olhar para o estado do Porto, sente saudades dos outros tempos?

"Assumo que sou muito nostálgico em relação ao Porto de antigamente. Sofro muito. A cidade tem vindo a perder cada vez mais as suas características. Até o Bolhão querem fazer desaparecer para lá criar um supermercado. É inconcebível. Tudo isto na ânsia de ganhar dinheiro. É pura gulodice. Sou do tempo dos pequenos comerciantes que se espalhavam pela cidade e as senhoras iam de loja em loja escolher tecidos. A Agustina dizia que essa proximidade substituia o psicólogo ou o padre, pois dava segurança psicológica. Agora, está tudo concentrado em grandes superfícies com ar viciado. Compras, cinema, refeições… tudo é feito lá. A vida decorre toda ali, tornando-se artificial. Com isto, a Baixa fica cada vez mais desertificada."


Notícia em JN

sábado, 6 de dezembro de 2008

"Assembleia da República quer o Governo a acompanhar intervenção no mercado do Bolhão"

Notícia 6 de Dezembro de 2008
última hora no Jornal Público
por Margarida Gomes


"Por iniciativa do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), a Assembleia da República aprovou hoje em plenário um projecto de resolução que recomenda ao Governo que acompanhe “o processo relativo à concepção, projecto, construção e exploração do mercado do Bolhão”, um dos edifícios mais emblemáticos da cidade do Porto.

O requerimento hoje aprovado em defesa do Bolhão foi apresentado em Julho deste ano, no auge da contestação à intervenção defendida pela Câmara do Porto, entretanto suspensa, com vista à reabilitação de todo o interior do mercado, considerado como “uma obra pioneira na utilização do betão armando conjugado com estruturas metálicas e outras técnicas construtivas inovadoras”.

Alertava o requerimento que a concretização do projecto da TramCrone, o promotor que venceu o concurso para a reabilitação do mercado, “constituirá um absoluto desrespeito pelo património arquitectónico e cultural da cidade do Porto, um atentado à sua memória, história e identidade”.

Com a aprovação deste requerimento, que contou com os votos favoráveis do PS, BE, PCP e Verdes e contra do PSD e do CDS-PP, fica acautelada uma questão considerada essencial pelo Bloco: “a não descaracterização e demolição do mercado do Bolhão”, ficando também salvaguardada a “sua protecção e valorização, quer arquitectónica quer funcional”. Da mesma forma, ficam também “acautelados os interesses dos comerciantes que operam no interior e no exterior do imóvel”.

Colocando a questão na “séria ameaça de demolição” do imóvel, o BE puxou da lei para lembrar que “o Estado e os seus órgãos e serviços não podem deixar de exercer as acções que a Constituição e a lei lhes impõem em matéria de interesse cultural relevante, como é o caso do mercado do Bolhão”. Ao mesmo tempo, referia que o Estado e os seus órgãos e serviços “têm que intervir decididamente quando está em causa um bem que, sendo testemunho com valor de civilização ou de cultura, é portador de interesse cultural relevante como é o caso do mercado do Bolhão”.

Construído entre 1914 e 1917, sob a direcção do arquitecto António Correia da Silva, o edifício do mercado do Bolhão, além de ser um importante “edifício Beaux-Arts”, constitui também um dos mais belos quarteirões da baixa oitocentista, pela sua localização, e pela actividade tão característica dos comerciantes e vendedoras nele instalados”. Por todas estas razões, “o Bolhão tornou-se rapidamente um símbolo da identidade da cidade do Porto.O requerimento hoje aprovado foi discutido previamente numa comissão parlamentar especializada.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sobre a proposta de orçamento para as obras de reabilitação do Bolhão

A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto ficou legitimamente indignada ao ter conhecimento da inacreditável proposta de dotação de um milhão de euros, inserida no plano e orçamento municipal para 2009, para as obras de reabilitação do Mercado do Bolhão.

A Câmara Municipal do Porto, ao romper o contrato com a Empresa TCN, facto que a cidade considerou positivo, porque impedia, antes de mais, a demolição do Bolhão, e ao comprometer-se, publicamente, através do seu Presidente e do seu Vereador responsável a apresentar num prazo muito curto um projecto viável, para a respectiva requalificação, criou no espírito dos comerciantes e da Cidade, justas expectativas, que agora são postas em causa, com a atribuição a ridícula verba de1 Milhão de Euros para as obras de requalificação deste emblemático equipamento público da cidade e, para além do mais, devidamente classificado.

A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, não pode por isso, deixar de denunciar publicamente este acto eticamente reprovável da Câmara Municipal do Porto que, mais uma vez, não é capaz de assumir os seus compromissos para com os seus concidadãos.

Com a atitude que acaba de tomar e quando existiam outros caminhos possíveis para a obtenção das verbas necessárias à requalificação do Mercado, o Presidente da Câmara e o Vereador responsável, denunciam o seu total desprezo pelo Mercado do Bolhão e uma falta de respeito sem
qualificação possível pelos comerciantes, utentes e cidadãos da cidade e da região.

O Mercado do Bolhão não está em ruína mas encontra-se num estado de degradação que roça a indignidade. Os comerciantes pagam as respectivas rendas mas a Câmara Municipal do Porto, enquanto senhorio não cumpre o dever moral e legal de proceder à sua conservação e manutenção regular. Por isso, a posição assumida pelos responsáveis autárquicos é uma injúria e uma provocação aos comerciantes, à Cidade e à Região, que merece uma resposta adequada e efectiva.

A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, vai continuar a bater-se como sempre fez para que a requalificação do Mercado do Bolhão se concretize, de acordo com o interesse nacional e os interesses dos comerciantes e da Cidade.

A Cidade, os Comerciantes e os cidadãos da região, podem contar com todo o empenho e a acção cívica da PiC, para a defesa deste e de outros equipamentos sempre que esteja em causa o interesse colectivo e, sobretudo, sempre que a dignidade das pessoas que é património maior de qualquer sociedade livre e democrática possa estar a ser desrespeitada.

A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, apela, assim, a todos os cidadãos, para que exerçam plenamente o seu direito à cidadania activa e responsável, perante os grosseiros atropelos que alguns detentores de cargos públicos, cometem para contra a população que é suposto “governarem” em democracia, impedindo, como neste caso, mais um “atentado “ contra o Mercado do Bolhão.

A luta vai continuar sem tréguas até à completa, correcta e rápida reabilitação e requalificação do Mercado do Bolhão, património inalienável.

domingo, 16 de novembro de 2008

sábado, 25 de outubro de 2008

Rui Rio admite que TCN queria transformar Bolhão num shopping

Em entrevista à antena 1, o Senhor Presidente da Câmara do Porto, Drº Rui Rio, admite que o Mercado do Bolhão seria mesmo transformado num shooping.

Artigo publicado no Jornal Público.
por Patricia Carvalho

"O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, admitiu, em entrevista à Antena 1, que a TramCroNe (TCN) queria transformar o Mercado do Bolhão num shopping.(...)

Questionado sobre se entende o processo do Bolhão como uma derrota pessoal, Rio afirma: "Não é bem uma derrota." O autarca continua a defender a intervenção de fundos privados na reabilitação do mercado, mas diz já ter percebido que as empresas privadas "não têm interesse num negócio deste género". Depois da câmara ter anulado a adjudicação da reabilitação do mercado à TCN, Rio vem agora dizer que, afinal, a empresa queria mesmo fazer lá um shopping."

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

TCN não quer outro privado a requalificar o Bolhão

artigo JN

"A TCN não aceita que a Câmara do Porto entregue a reabilitação do Bolhão a outra empresa. Vinte dias depois da Autarquia ter interposto um pedido de indemnização em Tribunal, a TramCroNe responde com acção judicial.

O processo deu entrada, ontem, no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto. A empresa apresentou uma providência cautelar para evitar que outro privado assuma a recuperação do mercado e, ainda, uma acção de impugnação para extinguir a deliberação municipal do passado dia 23 de Setembro. Então, o Executivo decidiu anular a adjudicação da recuperação e da exploração do mercado à TramCroNe, entendendo que desrespeitou as obrigações pré-contratuais.

É, aliás, fundamentado nesse incumprimento que o Município portuense pede uma indemnização de 3,3 milhões de euros na acção administrativa comum, colocada no passado dia 1 deste mês no mesmo tribunal. Só ontem é que a TCN teve conhecimento deste processo - uma vez que as partes ainda não foram citadas pelo Tribunal - pela Comunicação Social. No mesmo dia, avançou com a acção de impugnação e com a providência cautelar. No entanto, o director-executivo da TCN, Pedro Neves, garante que a única vontade da empresa é requalificar o mercado.

A providência cautelar não impede, de acordo com o responsável, que a Câmara faça, por sua iniciativa, obras no mercado, mas trava qualquer intervenção de empresas externas à Autarquia.
"Se houver obras que seja necessário fazer no mercado, deve ser a própria Câmara a executá- -las. Se assim não for, então queremos ser nós a fazê-las", esclarece, em declarações ao JN, Pedro Neves, assinalando que o recurso ao Tribunal Administrativo impossibilita a Autarquia de avançar com a recuperação do Bolhão sem ter em conta a TCN.

"Houve um concurso público. Nós vencemos e arranjámos soluções que ultrapassam os desafios que foram colocados no concurso e no caderno de encargos. A decisão de parar este processo não é correcta", insiste.

Ainda assim, Pedro Neves acredita que, apesar do rompimento da parceria assumido publicamente pelo vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, e do diferendo judicial, "ainda é possível" negociar e alcançar um acordo com a Autarquia, que permita à TCN proceder à reabilitação do mercado e assumir a gestão durante 50 anos. "Neste momento, o Bolhão continua a necessitar de uma intervenção que é cada vez mais urgente. Devem juntar-se esforços, em vez de se separarem", adianta o director-executivo. Essa vontade é manifestada, igualmente, no comunicado da TCN, enviado ontem à Imprensa.

Reafirmando que o concurso público tinha "irregularidades", a TCN sublinha que possui uma solução que agradará a todos, incluindo comerciantes, políticos e "forças vivas do Porto" que contestaram a proposta da empresa. Contactada pelo JN, a Câmara optou por manter o silêncio."

domingo, 28 de setembro de 2008

BOLHÃO REQUALIFICADO EM DOIS ANOS POR 16 MILHÕES

artigo Jornal de Notícias
por Hugo Silva

"A Plataforma de Intervenção Cívica apresentou uma proposta para a requalificação do mercado do Bolhão, no Porto, orçada em 16 milhões de euros, que assegura "um retorno do investimento ao 18º ano".

A garantia é de um estudo prévio de viabilidade económica que acompanha a proposta, segundo o qual o Bolhão teria receitas anuais superiores a 840 mil euros.

A gestão do mercado passaria a ser assegurada por uma parceria público/privada estabelecida entre a Câmara, o comércio tradicional e os cidadãos. Aliás, a Plataforma defende que o Bolhão deve ser gerido por uma espécie de associação um pouco à semelhança da solução que foi encontrada para o Coliseu, admitiu Joaquim Massena, autor do projecto de arquitectura de renovação do mercado que integra a proposta e que já foi aprovado pela Câmara do Porto (ainda durante a presidência socialista) e pelo ex-IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico).

A Plataforma recorda que a sua proposta permite que os comerciantes do interior do mercado sejam inquilinos em vez de ocupantes e que os cidadãos e os comerciantes sejam parceiros na reabilitação do histórico edifício.

O projecto de Joaquim Massena prevê a recuperação do Bolhão mantendo o mercado tradicional, acrescentando-lhe novas vertentes, como um espaço museológico e uma galeria intermédia e um parque de estacionamento no subsolo, que serviria também para dar apoio ao "tecido habitacional" na envolvente. O arquitecto sugere, ainda, o reforço de toda a praça do mercado como "espaço cénico, equipado com instalações sonoras e luzes cénicas, para que à noite o edifício possa ter outras valências culturais".

De acordo com as estimativas apresentadas, a concretização deste projecto, com um prazo de execução de dois anos, implicaria um investimento na ordem dos 16 milhões. Nesse contexto, a Plataforma de Intervenção Cívica defende a elaboração de uma candidatura a fundos comunitários do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), que poderiam gerar um contributo de 3,2 milhões de euros.

A proposta de reabilitação do mercado do Bolhão foi apresentado pela Plataforma Cívica de Intervenção, ontem à tarde, no Ateneu Comercial do Porto. Dezenas de pessoas compareceram na sessão, que teve direito a um momento musical e a um vídeo com mensagens sobre o património de personalidades como Álvaro Siza Vieira, Manoel de Oliveira, Rui Veloso, José Rodrigues ou Simone de Oliveira.

Um momento de reflexão e de "festa", admitiu Joaquim Massena, aludindo à anulação do contrato de requalificação do mercado do Bolhão entre a Câmara do Porto e a empresa TCN."

MOVIMENTO CÍVICO APRESENTOU PROPOSTA PARA A REABILITAÇÃO DO MERCADO DO BOLHÃO

Jornal Público
artigo de Jorge Marmelo

"Consumada que está a anulação do negócio entre a Câmara do Porto e a TCN para a transformação do Mercado do Bolhão num centro comercial, o movimento cívico que se opôs àquele projecto apresentou ontem uma proposta defendendo a criação de uma associação semelhante à que tem gerido o Coliseu do Porto, para levar por diante a necessária reabilitação do histórico mercado portuense. O documento, distribuído no final de uma festa que encheu o salão nobre do Ateneu Comercial do Porto, assenta no projecto elaborado pelo arquitecto Joaquim Massena na década de 1990 e prevê um investimento de 16 milhões de euros, dos quais 3,2 milhões poderão ser financiados por verbas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

"Este é um momento de festa e de reflexão", considerou Joaquim Massena à margem do evento, salientando que a proposta de parceria entre a câmara, os comerciantes e a cidade tem a vantagem de não implicar a alienação do património. Para que a ideia vá por diante, porém, o arquitecto recorda que será necessária a adesão da autarquia, "com a qual não temos tido diálogo", e a apresentação, até ao final de Outubro, de uma candidatura ao QREN.

O documento ontem apresentado integra, para além do projecto de Massena, um estudo económico que sustenta a viabilidade do modelo público de intervenção, segundo o qual o investimento necessário seria recuperado ao fim de 18 anos, contando, para tal, com receitas resultantes do aluguer dos espaços do mercado da ordem dos 842 mil euros anuais.

O projecto de Joaquim Massena, refira-se, prevê a completa reabilitação do edificado, a construção de um parque de estacionamento subterrâneo e a criação de espaços de restauração e esplanadas, de um auditório e de um espaço museológico. O arquitecto defendeu esta solução como aquela que melhor defende os interesses da cidade e dos comerciantes, podendo transformar o Bolhão no epicentro da animação comercial e cultural da Baixa.

Durante a festa de ontem, que contou com um momento musical e com a presença de várias figuras lidadas ao PS, ao PCP e ao BE, foi ainda exibido o Cidade com Memória, o qual inclui depoimentos sobre o Bolhão de personalidades como o arquitecto Siza Vieira, o cineasta Manuel de Oliveira, o músico Rui Veloso ou a actriz Simone de Oliveira."

terça-feira, 23 de setembro de 2008

SÁBADO, dia 27 SETEMBRO, 16:00H, no SALÃO NOBRE DO ATENEU COMERCIAL DO PORTO

Será apresentada à Cidade, pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto:

Convidamos a Cidade a participar!!


- Proposta de Reabilitação do Mercado do Bolhão

- O documentário em vídeo "Cidade com Memória" que retrata a Cidade do Porto e em particular o Mercado do Bolhão através de mensagens em vídeo de diversas personalidades do País, como:

- Cineasta Manoel de Oliveira
- Arquitecto Siza Vieira
- Maestro Pedro Osório
- Músico Rui Veloso
- Actriz Simone de Oliveira
- Escultor José Rodrigues


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mensagem deixada hoje pelos Comerciantes do Mercado do Bolhão

A mensagem deixada hoje, pelos comerciantes do Mercado do Bolhão, em todos postos de trabalho foi esta:

"Câmara do Porto anula adjudicação das obras do Mercado do Bolhão à TCN"

Nótícia Público - de Patrícia Carvalho

"A Câmara Municipal do Porto anunciou hoje a intenção de anular a adjudicação das obras do mercado do Bolhão que tinha sido feita à empresa TramcroNe (TCN). A decisão terá de ser aprovada na próxima reunião camarária.

No passado dia 11 Rui Rio tinha afirmado que em breve tudo ficaria esclarecido sobre o projecto a apresentar pela TCN para as obras a realizar no Bolhão.

Hoje, o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, esclareceu que a decisão foi pela anulação da adjudicação.

A solução inicial da TCN para o Bolhão previa a transformação do interior do mercado num espaço com sete pisos (sendo dois subterrâneos para estacionamento), um dos quais para habitação. A parte destinada ao comércio de frescos ocuparia uma parte do piso com entrada pela Rua de Fernando Tomás, desaparecendo completamente dos outros espaços.

Depois de apresentar um anteprojecto, com um desenho virtual do Bolhão requalificado, a TCN foi confrontada, em conversações informais com os representantes do Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), com a impossibilidade de aprovar um projecto com aquelas características.

Desde então, a empresa tem trabalhado em ideias alternativas, mas, conforme confirma uma resposta escrita enviada ao PÚBLICO a 8 de Setembro, até essa data não tinha dado entrada qualquer projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão na Direcção Regional de Cultura do Norte (que deve dar parecer favorável a um projecto antes de o remeter para o Igespar).

Aquando da conferência de imprensa convocada para o passado dia 1 de Agosto, Lino Ferreira avisou a TCN que, caso não assinasse o contrato no prazo de 30 dias, pediria a anulação da adjudicação do mercado, reteria a garantia bancária, de 250 mil euros, e avançaria com uma acção judicial contra a empresa. Hoje, em conferência de imprensa, o autarca confirmou que iria avançar com estas medidas e prometeu encontrar uma nova solução para o mercado do Bolhão até ao final do mês."

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

50.000 Cidadãos aguardam que a Câmara do Porto, reabilite o Mercado do Bolhão

Decorrem em paralelo diversas acções para Impedir que:

-A Câmara Municipal do Porto, entregue o Mercado do Bolhão a privados no período de 70 anos (50+20 anos);

-Os privados (empresa TCN), executem a demolição de todo o interior do Mercado do Bolhão, para a construção de um centro comercial, habitações de luxo e escritórios.
Palavras do administrador da TCN, Senhor Engº Pedro Neves : "a demolição de todo o interior do Mercado do Bolhão é uma inevitabilidade para rentabilizar o investimento";

-A assinatura do contrato entre a C.M.Porto e a empresa imobiliária TCN se faça;

Recorde-se que:

- Foram realizadas inúmeras acções cívicas, entre as quais um cordão cultural, que reuniu vários artistas do País.

- Há 8 meses que se realizam várias conferências pelo País, a mais recente, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, com a presença de várias individualidades como: Drº Manuel Alegre, Drº José Jorge Letria, Arqta Helena Roseta, Maestro Pedro Osório, entre muitos outras.

- Foram realizadas audiências com todos os partidos políticos, incluindo uma reunião com o Senhor Presidente da Assembleia Municipal do Porto, Drº Pedro Aguiar Branco.

- Foi entregue uma Petição na Assembleia da República com
50.000 assinaturas (40.000 em papel, 10,000 na internet )

- Tramita no Tribunal uma acção que inviabiliza a construção de mais um shopping no Mercado do Bolhão e que seja demolido o Património Humano e Arquitectónico;


Enquanto a Câmara Municipal do Porto, não garantir a Reabilitação do Mercado do Bolhão não deixaremos de manifestar a nossa profunda indignação!

Que não se repita na cidade do Porto outra atitude igual à que aconteceu em 1951, com a demolição do Palácio Cristal!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

HOJE - PIC Porto, REGISTA NO MINISTÉRIO DA CULTURA REQUERIMENTO SOLICITANDO AUDIÊNCIA, COM SENHOR MINISTRO DA CULTURA

No dia 1 de Agosto, a Câmara do Porto, na pessoa do Vereador Drº Lino Ferreira, anunciou que a empresa imobiliária TCN, deveria assinar no prazo de 1 mês o contrato, que firmava a cedência do Mercado do Bolhão a capitais privados por 70 anos, bem como a sua demolição e respectiva transformação num shopping center.

Desta forma, a Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, (plataforma independente composta por Cidadãos, Movimentos, Associações), solicitou através de um requerimento dirigido ao Senhor Presidente da Câmara do Porto, Drº Rui Rio, uma reunião de trabalho, por forma a equacionar a Reabilitação do Mercado do Bolhão, através da Candidatura a Fundos Estruturais Europeus, mantendo o Património Arquitectónico, o seu uso e os comerciantes como Parceiros na sua Reabilitação.

A Câmara Municipal do Porto, não demonstrou interesse em marcar audiência.
Após 8 meses, de inúmeras acções de sensibilização, dos vários Movimentos e Cidadãos, através da Plataforma de Intervenção Cívica, a Câmara Municipal do Porto, continua a mostrar falta de diálogo com o processo do Mercado do Bolhão.

50,000 Cidadãos manifestaram-se através de uma Petição que foi entregue na Assembleia da República, a favor da Reabilitação do Património Arquitectónico e Humano: Mercado do Bolhão.

A falta de diálogo da C.M.Porto, levou a Plataforma de Intervenção Cívica a requer a intervenção do Ministério da Cultura, tendo para o efeito registado hoje no respectivo Ministério, um requerimento dirigido ao Senhor Ministro da Cultura, solicitando uma reunião de trabalho, a fim de exporem a Maldade para com a Cidade do Porto, que poderá ser a demolição de um Icon da Cidade, que é o Mercado do Bolhão.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

PLATAFORMA DE INTERVENÇÃO CÍVICA DO PORTO PEDIU REUNIÃO COM PRESIDENTE DA CÂMARA DO PORTO, DRº RUI RIO, NUM PRAZO DE 10 DIAS"

Artigo JPN

A Plataforma de Intervenção Cívica (PIC) admite levar a situação do Mercado do Bolhão ao Parlamento Europeu e à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), caso não haja diálogo com a Câmara Municipal do Porto no sentido de anular a concessão do mercado à TramCroNe (TCN) e a consequente análise do projecto de 1998 do arquitecto Joaquim Massena, para que este plano possa ser candidato a fundos comunitários.

Desta forma, a PIC pediu à Câmara do Porto a marcação de uma reunião dentro dos próximos dez dias, para que se possam discutir estes assuntos, para além da integração dos "comerciantes e dos utentes do Mercado do Bolhão" como "parceiros na gestão e dinamização comercial e cultural deste equipamento da cidade".

Ao mesmo tempo, a estrutura, que nos últimos meses tem levado a cabo várias manifestações contra a concessão do mercado à TCN, admite deslocar-se a múltiplas cidades do país para explicar às populações a situação do Bolhão.

Caso "não se verifique diálogo neste sentido", avança o comunicado da PIC distribuído esta terça-feira em conferência de imprensa, a plataforma irá apresentar ao Ministério da Cultura o projecto criado por Joaquim Massena, para que o Mercado do Bolhão "seja interpretado como um equipamento nacional, que o é" e que seja, assim, candidato aos fundos comunitários.

Joaquim Massena explicou que o projecto que assinou em 1998 é "claro e aberto e é um projecto da cidade", referindo que foi aprovado na altura pela Câmara do Porto e pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR). "A nossa preocupação é o diálogo. Só viemos para a rua porque não houve diálogo", disse Joaquim Massena.